

A força-tarefa de fiscalização ambiental em Bonito já soma 143 inquéritos em andamento com o objetivo de identificar e conter atividades que possam comprometer a qualidade dos rios e nascentes da região, um dos principais patrimônios naturais e turísticos de Mato Grosso do Sul. As investigações abrangem casos de erosão, desmatamento, uso irregular do solo, intervenções em áreas de preservação e situações que contribuem para o assoreamento e o turvamento das águas.
Segundo órgãos de controle e fiscalização, o monitoramento busca responsabilizar eventuais infratores e exigir medidas de recuperação ambiental. A preocupação é evitar que impactos causados por atividades rurais, obras e ocupações irregulares comprometam a transparência dos rios, característica que tornou Bonito referência nacional e internacional em ecoturismo.
Entre os problemas investigados estão degradação de áreas de preservação permanente, descarte inadequado de resíduos, erosões que transportam sedimentos para os cursos d’água e intervenções sem o devido licenciamento ambiental. As apurações também buscam prevenir novos episódios de turvamento registrados nos últimos anos na região da Serra da Bodoquena.
As ações envolvem órgãos ambientais, Ministério Público e equipes de fiscalização, que defendem medidas preventivas e corretivas para garantir a conservação dos recursos hídricos e a sustentabilidade das atividades econômicas ligadas ao turismo e ao meio ambiente em Bonito
